Como escolher mal um líder

11 de novembro de 2009

 

POR MIKI SAXON

Líder: Pessoa ou coisa que lidera

Liderança: cargo ou função de um líder

Eu realmente não gosto dessas palavras. Falam em algo sem nenhum significado real. Ou só o têm quando se vêem as horas-homem despendidas ensinando e escrevendo sobre elas ou as centenas de milhões de dólares gastos em adquiri-las.

Particularmente, eu considero repugnante a prática de identificar “líderes” no início de suas carreiras. Por dois motivos:

  1. A idéia de que é possível identificar futuros “líderes” a partir de seus primeiros anos de trabalho é, no mínimo, imprecisa e, na pior hipótese, não inteligente. Os identificados ainda muito jovens são os que se destacam em ser notados, adoram os holofotes, possuem uma boa história para contar e tipicamente são atraentes e parte do mainstream. Os nerds e deslocados raramente são notados como futuros “líderes” – pense em Steve Jobs.
  2. Os “escolhidos” começam a receber atenção e orientação especiais desde o primeiro dia em que são identificados, então os traços que os fizeram ser notados vão ficando mais fortes. Fortalecer tais traços nem sempre é melhor para a empresa.

Investir no desenvolvimento de jovens que se destacam em seus primeiro cinco anos de trabalho alija de treinamento especial aqueles que trabalharam para chefes ruins ou que estão em empresas onde se contratam no nível inicial, profissionais não qualificados e sem nenhuma responsabilidade. Escolher alguém porque tem um MBA é ridículo – tudo o que o diploma prova é que eles puderam pagar para fazer uma pós-graduação (porque tinham dinheiro ou entraram em dívida) e que conseguiram chegar ao fim. E nada mais.

Além disso, a abordagem do “líder precoce” também elimina todos os que se revelam mais tarde, dando-lhes muito menos oportunidades de se destacar.

A segunda razão é ainda pior: os jovens agraciados privilegiados por grandeza, são dados como especiais. Ser especial os diferencia; de repente, um é melhor que os outros e isso significa que deve haver regras diferentes para ele, porque é especial, melhor – e com direitos. Essa atitude foi bem descrita por Richard Nixon, quando disse: “Quando o presidente faz algo, isso significa que não é ilegal”.

O fato de terem criado tais “líderes” é, em parte, responsável pelo desastre atual.

Miki Saxo é CEO da RampUP Solutions, fornecedora de soluções de cultura, retenção e motivação para empresas start-ups e em crescimento.


Processo Decisório

11 de novembro de 2009

 

Como Você decide?

Recentemente me deparei com um método interessante que diz respeito a como tomar decisões em momentos difíceis. Criado por Suzy Welch, mulher do ex-CEO da GE, Jack Welch, o método foi chamado por ela de 10-10-10.

Funciona assim: Diante de uma encruzilhada, avaliamos quais seriam as consequências de nossa decisão nos próximos 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Lógico que essa questão de 10 é apenas uma figura, uma representação, o importante é avaliarmos as consequências de curto, médio e longo prazo.

Parece simples e fácil, não?! Pois é, principalmente quando estamos “fora da linha de fogo”.  Será?! Já que tudo que é importante normalmente é simples e fácil, vamos aprofundar um pouco mais nesse método de resolução de dilemas.

Todos os dias nós nos deparamos com dilemas, grandes ou pequenos. Alguns são fáceis de serem resolvidos, e não nos trazem maiores complicações. Outros porém, literalmente “nos bloqueiam”, não encontramos solução rápida e eles podem realmente causar “danos colaterais” a pessoas ou projetos que nos são caros.

Nesse contexto, o método 10-10-10 serve para trocarmos a reatividade (misto de instinto e posterior culpa) por um processo de diálogo interior (ou exterior, conforme o caso).

  1. Examinar todas as soluções possíveis, não apenas as evidentes ou mais convenientes.
  2. Pensar quais seriam as consequências de cada uma das opções em 10 minutos, 10 meses, 10 anos.

Para quem se interessar em aprofundar mais nesse assunto recomendo o livro “10-10-10: A Life Transforming Idea” (ed. Simon & Schuster), de Suzy Welch.